18.10.06

Gosto de pensar que sou sua pra sempre, mas nunca penso.
Gosto de dizer sempre a mesma coisa, mas nunca coisas iguais.
Gosto de fingir que fico brava e de ficar brava sem fingir.
Gosto do que todo mundo odeia e odeio o que todos gostam.
Na verdade, nem sempre.
Gosto de parecer diferente dos outros sem ser.
Gosto dos outros.
E de você.
Gosto de adorar depois amar depois morrer.
Gosto de tudo e assumo, escondendo o que gosto mais.
Gosto de escrever assim, direto, sem direito à revisão, editores, cortes e diagramação.
Gosto de tudo de uma vez só e bem aos pouquinhos.
Gosto de repetir a mesma palavra no começo de cada linha
E de repente quebrar a seqüência.
Gosto mais ou menos de seqüências
Gosto da rotina até querer férias e das férias até querer voltar a rotina.
Gosto de não lembrar direito quando foi que vomitei pela última vez, faz tempo.
Gosto de falar essas coisas pouco poéticas assim do nada.
Gosto do nada.
Que nada!
Gosto de curtíssimos textos longos e de cabelos compridos.
Gosto de comprimento e cumprimento.
Gosto de falar serelepe e epiléptico sem gostar de falar fronha
Gosto de edredom de casal.
Gosto de falar sempre nunca mais e nunca mais falar sempre.
Gosto de escrever que gosto quando, na verdade, eu adoro.

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