24.5.07

As borboletas na barriga voltaram. Aquele medo, o nervosismo, a vontade de ter coragem. E dessa vez as borboletas se estenderam aos pés, às mãos, ao corpo inteiro que sua frio na brasa quente. É desejo do novo, mãe. É querer o velho, pai. As borboletas tilintam no estômago e fazem cócegas boas. A iminência do imprevisto é tão gostosa que é tempo de festa para as mariposas. Mas o imprevisto é tão previsto que já sei o que vai acontecer. E elas se acalmam.

As borboletas na barriga voltaram. Elas vieram para uma manifestação rápida de novos olhares. Um afago no estômago pra eu sonhar um pouquinho mais. O nervosismo do primeiro encontro, a ansiedade de um emprego novo, a alegria da tal viagem, o medo de não voltar mais. Enquanto as borboletas se rebuliçarem dentro de mim, saberei que ainda há flores a serem descobertas e pessoas a serem desvendadas. As borboletas na barriga são a prova de que não estacionei e estou viva. Mas só agora elas voltaram e não sei por quanto tempo ficarão por aqui.

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