18.5.07

Amor platônico

Se você me esnobar, você apaixona. Se fechar a cara, negar que também quer, nessa de querer e não poder, se apaixona também. Pense que, se eu dificultar as coisas, você se envolve nessa mais ainda. E se eu disser que não adianta, que já estou em outra, você não larga mais do meu pé.
Se você me esnobar, eu me apaixono. Se você for ridículo, estúpido, sonso, eu me apaixono três vezes mais. Se você brigar comigo, me enfrentar, gritar horrores pra se redimir de novo, eu me apaixono nessa escala. Se as suas idéias forem contrárias às minhas, ah, aí eu caso de vez!
Se você fingir que entende o que escrevo, você apaixona. Se você souber que eu sou casada, apaixona. E no primeiro fora que eu te der, você não vai querer sair mais nunca da minha vida. É coisa estranha, mas apaixona. E chega um momento que não dá mais para esconder tanta paixão. Mas, no encontro lindo da revelação, a gente desapaixona.

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